quinta-feira, dezembro 07, 2006

Careca

Esteve para ser o homem do primeiro post, vai agora nesta espécie de reactivação do blog. E vai todo ele escrito de memória. É o caso típico de um jogador que morreu à "nascença". Foi assassinado futebolisticamente por Sousa Cintra logo à chegada a Portugal, proveniente do Brasil. Com uma só tirada e entre uma passa no charuto: "É o novo Eusébio".
Careca jogava (jogava é uma força de expressão) no meio com a função de apoiar (apoiar é outra força de expressão) o ataque. Jogou (outra força de expressão) também no Famalicão, clube que o Sporting colocou em tribunal, exigindo uma indeminização de um milhão de contos. Por causa de Careca.

segunda-feira, abril 17, 2006

Skuhravy



Exemplo mais-do-que-perfeito do jogador que passa a alfândega e entra em Portugal fora do prazo de validade. Tomas marcou 5 golos no Itália´90 e este cartão de visita depressa se transformou em visto de residência. Ficou seis anos no Génova e ainda hoje mantém o estatuto de melhor marcador da equipa na Série A, com 57 golos. Skuhravy veste a camisola do Sporting na fase decadente da carreira. Vive em Lisboa o princípio da reforma, regressa a casa no final da época e vai trabalhar para o Sparta de Praga

quarta-feira, abril 12, 2006

Bozinoski



Vlado Bozinoski. Nacionalidade: Macedónia. Carreira em Portugal: Sporting e Beira-Mar. Neste particular até se pode dizer que subiu na carreira. Foi de Lisboa para Aveiro. Na foto veste a camisola do Ipsiwh Town, clube onde Robson (Bobby) viveu os primeiros momentos de glória. Bozinoski é, ou pelo menos foi, sócio da Canadian 2-for-1 Pizza Soccer Academy. Bozinoski é mais um nome que ajuda a explicar o jejum de 18 anos do Sporting.

segunda-feira, abril 10, 2006

Okunowo




Esta peça à esquerda é recente, mas não deixamos por isso de estar diante de um dos maiores enganadores de todos os tempos no futebol ibérico. Primeiro no Barcelona (14 jogos com Van Gaal), depois no Benfica (9 jogos com Heynkes). Gbenga Samuel Okunowo. Deixou Lisboa rumo ao Ionikos da Grécia. Depois esteve no Dinamo de Bucareste. Enganou os romenos durante poucos meses e a seguir treinou sozinho em Esplugues, na Catalunha. Tem 27 anos e nas duas últimas épocas passou o tempo todo em casa, na Nigéria. Está no Shooting Stars de Lagos. O clube de onde tinha partido para Barcelona. Aos 17 anos perdeu a final da taça do campeões africanas para o Zamalek.

Roger Wilde

Para evitar auto-golo, deixo aqui um pedido de ajuda aos mais antigos ou então, se preferirem, aos mais atentos. Desde o início deste blog que procuro informações sobre Roger Wilde. Jogador do Sporting em 83/84. A pesquisa resulta quase sempre em nada. Não me recordo sequer da nacionalidade do artistinha, pelo que todos os contributos são bem-vindos. Não tenho a certeza se rapaz aqui ao lado é o Roger Wilde, mas tem traços que me são familiares. Acredito que é ele. A confirmar-se esta minha suspeita, está explicado o fraco rendimento do rapazola nas quatro linhas: um copo numa mão e uma mulher na outra, só mesmo para predestinados.

Rob McDonald


Passagem da cor do fato por Portugal. Fez carreira em clubes de média grandeza europeia como o PSV Eindhoven e Newcastle. E o Sporting, no período experimentalista de avançados de qualidade dúbia durante os loucos anos oitenta. Também andou pela Turquia, no Besiktas. Apesar de ter sido ponta-de-lança, no papel, mais do que virado para a baliza, nasceu virado para a Lua. Mau jogador, virou treinador de insucesso. No De Grafschaap, da Holanda, experimentou o cargo e foi...despedido.

sexta-feira, abril 07, 2006

Katzirz


Bela Katzirz. Embabalado pelo acerto da escolha Meszaros, o Sporting foi à Hungria buscar mais um guarda-redes. O cromo aqui do lado foi um eterno suplente, perdão, um espectador atento e previligiado de Ferenc. Em Alvalade e na equipa magiar. Nasceu em 1957 em Budapeste. Internacionallizações: 22. Em 85/86 defendeu uma vez de leão ao peito. Esteve em Portugal numa altura em que estava na moda uma anedota, em forma de adivinha, com o seu primeiro nome: Bela. "A Bela perguntou por ti"... dizia-se, em jeito de meter conversa. O resto vocês sabem.
PS: é do tempo dos poucos minutos de Paulo Futre nos seniores do Sporting.

Baroni

Ronald Baroni. Foi do Porto de Robson e passou pelas mãos de Mourinho. Sacrilégio. Tinha tanto de altura como de... falta de habilidade. Se tivesse ficado mais um anos teria sido útil na construção do Dragão. É um sério candidato ao prémio de pior ponta-de-lança de sempre do futebol português. Quando Baroni aterrou no aeroporto Francisco Sá Carneiro, ainda passou por um daqueles moços que toca flauta em grupo na rua de Stª Catarina. Teria feito lá melhor carreira. Corrido do FCP, levou uma chicotada psicológica, sim enquanto jogador, na Colômbia. O América de Cali tinha acabado de vencer a Copa Libertadores e o empresário - milagreiro, diga-se - lá impingiu o Baroni mais uma vez a um grande clube. Acontece que durante a época seguinte, com Baroni no ataque, o América bateu no fundo e chegou aos lugares de despromoção. O presidente despediu a dupla atacante, Baroni incluído. Encontrei apenas mais um registo deste autêntico case-study: no Melgar do Peru; ele que já tinha melgado no Porto. Teófilo Cubillas, um dos melhores jogadores de sempre do FCP deve ter corado de vergonha. Tudo por causa do desajeitado compatriota.
ps: Ronald Baroni teve 19 internacionalizações. fez quatro golos com a camisola do Perú. Já agora: Cubillas ainda é o melhor marcador do Perú.

quinta-feira, abril 06, 2006

Stephane Paille

Francês. Do Bordéus para o Porto, no verão de 1990. O rapaz prometia: tinha sido campeão da europa de esperanças apenas dois anos antes. Foi o único título que conquistou em toda a carreira. Também em 1988, foi considerado o jogador do ano em França. Não vingou nas Antas em pleno período pós-Fernando Gomes. Saiu no final da época, voltou a França e fechou a loja sete anos mais tarde, na Escócia, ao serviço do Heart of Midlothian. É treinador do Racing FC, na zona baixa dos campeonatos nacionais gauleses.
ps: na imagem joga entre veteranos. Foi 8 vezes internacional A [de 86 a 89], marcou um golo pela selecção e nunca mais lá foi desde que se mudou para o Porto.

Érmison José Leopoldo


Jacaré pode não gostar de chupeta, mas andou por cá durante uns tempos a mamar no estádio do Bessa. Érmison José Leopoldo de seu nome foi o maior tiro no escuro do Boavista. Mário Reis, em privado lamentava a escolha. E dizia: "este não é o Jacagué que vi no bgasil. Não pode sêg".
Transferido em 1997 por 450 mil dólares, Jacaré foi a contratação mais cara do Boavista, veio rotulado de goleador e foi embora com o rabo entre as pernas.
Foi com o rabo entre as pernas e também de boca aberta, agarrado ao contrato que só expirava em 2001: "Se eu ficar sem jogar aqui no Brasil, o Boavista paga religiosamente meu salário". Uma notícia publicada na época num jornal brasileiro terminava assim, pela pena do jornalista: "Em um ano residindo em Portugal, ele conheceu vários países da Europa, entre eles, a Grécia, Itália, Austria, Romênia, Espanha e Alemanha".
Jogador com cartaz no Brasil, principalmente nos clubes de Santa Catarina - mais especificamente no Avaí - ainda antes da aventura no Bessa, Jacaré tinha tentado a sorte, em 1995, no campeonato da Malásia. A experiência foi curta. De volta ao brasil, atirou esta pérola: "Não sou chato na comida. Pra mim, um feijão com arroz e um ovinho frito tá bom demais. Mas o pouco que comi por lá foi de passar fome".
ps1: em Santa Catarina, Jacaré ficou também conhecido pelas peladinhas de benificiência com o amigo e tenista Gustavo Kuerten.
ps2: Jacaré chegou a jogar no Ajax... da Federação Catarinense de Futebol.

segunda-feira, abril 03, 2006

Peter Houtman

Ponta de lança Holandês. Pouca gente deu por ele, mas esteve no Sporting de Janeiro de 1987 a Novembro de 1988. Foram quase dois a passear por Lisboa e diz quem viu que em cada quinze dias passava pelo banco de Alvalade. Foi ao relvado 19 vezes e mandou o guarda-redes adversário ao fundo da baliza em três ocasiões. Passou, antes e depois, pelo Feyenoord, Groningen, Brugge, Sparta e Den Haag. Morreu para o futebol em 1993, no Excelsior, da Bélgica